- Acordei hoje com um certo tipo de felicidade. Não vou dizer que está tudo bem, há algumas rachaduras na minha vida, mas estou feliz. Não quero escrever sobre coisas tristes, quero curtir minha felicidade, as minhas dores me ajudam a ser assim, eu me construo, me moldo, com elas eu sou eu, aprendi a me aceitar.Não sou perfeita, longe disso, e conheço de cor e salteado meus defeitos, sei dos momentos que ultrapassei meus limites, sei quais os que me prejudicam, e a cada dia que passa luto mais contra eles, sou mutável, me mudo sempre que possível, sempre que me sinto ameaçada por mim mesma.
Mudo para eu não precisar sofrer mais, para não fazer quem eu amo sofrer, mudo para não carregar mais pesos na conciência, mudo para poder enfrentar mais dores que vem pela frente, e evitá-las quando desnecessárias.
Mudo por mim mesma, por mais ninguém, porque não adianta mudar porque ciclano acha isso, fulano acha aquilo, não adianta eu lutar para me tornar a senhora perfeita nos olhos de todos, porque assim eu seria superficial, não seria eu, eu sempre mudo, mas nunca perdendo minha essência, e essas mudanças, essas dores, me ensinaram a me amar, a saber me valorizar, saber do que sou possível e do que mereço, aprendi a ver quem me merece ou não, e a partir do momento que aprendi a me amar, foi que começaram a gostar de mim, porque ninguém pode gostar de alguém que não gosta de si.
não vou dizer que as mudanças só me trazeram bem, algumas mudanças me deixaram marcas, desilusões, mas foram necessárias, e aprendi a conviver com essas marcas, com essas indiferenças.
E sabendo disso sou feliz, parece que as coisas iluminaram um pouco, porque eu consigo aceitar que não sou perfeita, mas posso ser mutável, sempre me melhorando, a cada dia sendo alguém melhor, mas nunca o suficiente, sempre me iluminando mais, chega de textos tristes, vamos ser feliz, nem que seja só por hoje.