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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Amor


" - O amor, acredita mesmo nele? Acredita que se amem de verdade? Os vi brigando e fazendo as pazes zilhares de vezes, os vi chorando um pelo outro, os vi sofrer. E agora estão pondo seu pé atras de novo, estão se arriscando de novo, eu já vi o fim dessa história uma vez, e já sofri por causa disso, eu já vi as lágrimas que ainda vão correr, as magoas que iram se tornar eternas, já os vejo chorando em seus cantos, com a ferida aberta no peito, com uma cicatriz eterna, uma dor sem fim. Não... Eu já cansei dele, do amor, só faz isso, sofrer, os seres humanos gastam a sua vida inteira a sua procura, e quando acham? O que acontece? Sofrem. Só isso, não... eu não quero isso, eu não quero, eu preciso de algo melhor e mais fixo a me apoiar, não em algo tão leviano, preciso de algo que me ponha em primeiro lugar, e não que eu pense mais nele do que em mim. Me supreende como aqueles dois conseguem, porque eu, não sou para isso. Eu não conseguiria me sacrificar tanto, por apenas duas sílabas.
- Mas, então, o que você está sentido?
- Nada, me sinto anestesiada, sinto como se tudo passasse diante dos meus olhos, como se aqueles antigos sentimentos não me pertencessem, como se eu fosse oca. No fim, acho que preciso sentir um pouco dessa dor, pra ver se consigo viver."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

mutável

- Acordei hoje com um certo tipo de felicidade. Não vou dizer que está tudo bem, há algumas rachaduras na minha vida, mas estou feliz. Não quero escrever sobre coisas tristes, quero curtir minha felicidade, as minhas dores me ajudam a ser assim, eu me construo, me moldo, com elas eu sou eu, aprendi a me aceitar.
Não sou perfeita, longe disso, e conheço de cor e salteado meus defeitos, sei dos momentos que ultrapassei meus limites, sei quais os que me prejudicam, e a cada dia que passa luto mais contra eles, sou mutável, me mudo sempre que possível, sempre que me sinto ameaçada por mim mesma.
Mudo para eu não precisar sofrer mais, para não fazer quem eu amo sofrer, mudo para não carregar mais pesos na conciência, mudo para poder enfrentar mais dores que vem pela frente, e evitá-las quando desnecessárias.
Mudo por mim mesma, por mais ninguém, porque não adianta mudar porque ciclano acha isso, fulano acha aquilo, não adianta eu lutar para me tornar a senhora perfeita nos olhos de todos, porque assim eu seria superficial, não seria eu, eu sempre mudo, mas nunca perdendo minha essência, e essas mudanças, essas dores, me ensinaram a me amar, a saber me valorizar, saber do que sou possível e do que mereço, aprendi a ver quem me merece ou não, e a partir do momento que aprendi a me amar, foi que começaram a gostar de mim, porque ninguém pode gostar de alguém que não gosta de si.
não vou dizer que as mudanças só me trazeram bem, algumas mudanças me deixaram marcas, desilusões, mas foram necessárias, e aprendi a conviver com essas marcas, com essas indiferenças.
E sabendo disso sou feliz, parece que as coisas iluminaram um pouco, porque eu consigo aceitar que não sou perfeita, mas posso ser mutável, sempre me melhorando, a cada dia sendo alguém melhor, mas nunca o suficiente, sempre me iluminando mais, chega de textos tristes, vamos ser feliz, nem que seja só por hoje.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

logo



- o vento forte, o céu estava nublado, quase escurecendo, o canto dos bem-te-vis, o cheiro da grama recém cortada, tudo tão familiar, e também tão distante, como se estivesse sempre ali, esperando-me, como se quando eu corria por aquelas ruas brincando no gramado fosse a décadas.
mas, aquele sentimento, era incomum.
tinha premonições de que algo ruim ocorreria, mas não, dessa vez não, o vazio estava lá, mas com ele vinha uma sensação de que logo acabaria, quase como um sussurro em seu ouvido, falando para estar lá, para acreditar naquilo. Sorria sem saber porquê, ria de qualquer coisa e se sentiu como si mesma como nunca, sentia que logo veria aquele sorriso malicioso de novo, começou a observar as crianças a brincar, não era mais como uma, não era mais época de acreditar em ilusões.
Mas mesmo assim, o inexistente a dominava, ocorrendo ou não, ou era assim ou não se importava em viver só.
Não era comum, não quer algo comum, não quero ser como elas.
Elas podem me chamar de qualquer coisa, não me importo com suas opiniões fúteis, me chamam de coisas que nem sabem o que é, apenas por não admitirem a diferença, as escolhas estranhas.
não me importo em sofrer, não por isso, não me importo em sangrar.
mas então, o sorriso morreu
abraçou as pernas no banco frio, o céu já escurecera, tinha que ir para casa.
casa?
queria chorar
mas aprendera a viver sem lágrimas
aquele tipo de sensação, era, inexplicável.
seria justo, viver assim?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Marotas

- Me desculpe, eu realmente não sei como esse desastre ocorreu, de repente eu vi aquelas três meninas, uma que eu já conhecia e que tinha jeito de escandalosa, outra com cara de quem planeja algo maldoso e outra certinha e tímida, estudiosa.
E foi assim, do nada, de repente, a gente se simpatiza, conversa, e, acontece isso!
Elas são além de Julia, Dórica e Nicole
Elas são minha estrela, raio e sol
Minhas Pontas, Almofadinhas e Aluada
Minhas, amigas
Mas não são um tipo de amiga comum, são do tipo especial, que não encontra sempre, que faz você atura-las nas aulas e ainda querer atura-las nos finais de semanas, vendo filmes, gritando quando o Harry dá uma de fodão ou quando aparecem uma de nós
do tipo que você encontra na rua e grita o nome, sem ligar pra alguém, do tipo que me faz morrer de vergonha, que eu escuto horas falando do mesmo assunto e que me escutam também, e se ainda não fosse o bastante, ficamos trocando bilhetinhos nas aulas, do tipo que me fazem rir com coisas bestas como o cachorro que caiu na farinha ou "lordiguxo das trevas du mau" ,do tipo que fica fazendo escândalo no banheiro feminino do colégio, são com elas que fazemos frases com os mesmos assuntos nas avaliações de redação ( lobisomens calmos, cachorras pulguentas, ratas esquisitas e viadinhas saltitantes!) que me perseguem até em sonho, do tipo que me faz pedir desculpa a minha existência e me recolher a minha insignificancia, do tipo que fica xingando a inimiga uma da outra, que, de uma forma ou de outras, tinhamos que ser assim, porque, se eu vivesse esse tempo todo para não conhecer vocês, nem sei se tudo valeria a pena, porque, vocês são vocês, minhas chatas insuportáveis, que aturam essa chata e insuportável que escreve essa declaração de amor, nossa, que gay ficou isso, eu amo vocês, que fique claro, mas é A-M-I-Z-A-D-E, a viadinha aqui é Julia [x]
E aqui está, o malfeito já ta feito, vocês já me levaram para esse mal caminho, já me mostraram o que é ter uma amizade de verdade de novo, já me fizeram amar vocês, essa gente que não presta, que não me faz parar de rir, que me fizeram virar o pe lanza, a mallu magalhães, a lua, o rabicho, uma rata, e até um poddle! Que são simplesmente, minhas marotas.
Amo vocês para sempre, e vocês sabem, podem contar comigo SEMPRE, e quero que vocês tenham juízo, principalmente nesses longos 3 meses de distância, QUE EU VOU MORRER DE SAUDADE (L), e também agradeço por vocês me aturarem e peço que coloquem um pouco de juízo nessa minha cabeça oca, de ratazana.

JURO SOLENEMENTE QUE NÃO PRETENDO FAZER NADA DE BOM.
(L)

sábado, 21 de agosto de 2010

Vazio

- Eu não entendo o que está havendo comigo ultimamente, mesmo estando sem algumas coisas que considero necessárias, como minha irmã, eu posso dizer que estou feliz, mas o que me agonia é que, mesmo estando assim, é como se eu sentisse um vazio dentro de mim, como se faltasse a parte essencial do quebra-cabeça.
E esse vazio me sufoca, me deixa sem respirar, faz minha cabeça pensar um milhão de coisas ao mesmo tempo e também não pensar em nada, e eu tento fugir dessa realidade vazia indo para um mundo inexistente, mas tudo que imagino me parece tão insuficiente para me completar, e eu começo a sentir medo e caio de volta na realidade. E agora sinto uma ansiedade, como se tudo que eu precisasse nunca estivesse tão próximo mas também tão distante. E é tão confuso escrever sobre isso, e pela primeira vez dês que comecei a escrever sei como terminar um texto, mas tive dificuldades para começa-lo e desenvolve-lo
A verdade é que, da mesma forma que fico feliz pensando que isso possa acabar hoje, fico triste pensando se isso realmente será bom ou o suficiente, mas o que mais me assombra mesmo, é pensar que nada possa ocorrer hoje, que eu acabe o dia nessa agonia e ansiedade, e que amanhã eu acorde da mesma forma que acordei hoje.