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segunda-feira, 7 de março de 2011

Lugar

- As vezes quando me sinto desorientada, imagino meu lugar favorito, imagino o som dos passáros cantando, ao mesmo tempo que os carros passam velozes pela rua, as pessoas conversando, da natureza fluindo, a água se mexendo, e lá distante o som de pedreiros trabalhando na cidade em eterna construção. E de fundo, o som do vento, como se falasse comigo, como se contasse uma antiga e bonita história. Imagino o cheiro da grama cortada, das flores, das pessoas, então imagino abrir os olhos e ver aquela longa praça, com uma única árvore florida mais ou menos no centro, com seus bancos negros e velhos, com casais e amigos sentados conversando, vejo as crianças correndo pelo parquinho, a grande árvore do outro lado da praça, as estradinhas de areia e as luzes de natal ainda a decorar o lugar. Então imagino eu lá sentada, com os joelhos próximo do peito, encolhida como uma criança com medo, observando tudo aquilo, numa mistura de saudade com tranquilidade, a espera que a qualquer momento alguém sente no meu lado e diga: Estou aqui, você não precisa mais me esperar.

Um comentário:

  1. cara, a gente pode estar cercado das melhores pessoas, e pode amar o lugar onde a gente estar, mas parece que o lugar da gente, a nossa cidade, nunca deixa de ser a nossa casa...

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