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domingo, 3 de julho de 2011

Infantilidades e Auto-mentiras



- Um ano, sabe, parece que não muda muita coisa, eles passam rápidos e cheio de oportunidades, passam com dias memoráveis e outros não, mas um ano muda muita coisa. E vejo o que fazia e dizia, e me vejo tão infantil, não só no passado, mas agora, eu sou infantil, sou besta, egoista, metida, ilúdica, na tentativa de aproximar os outros, eu acabei afastando.
Eu perdi meus limites, as correntes do monstro se soltaram a muito tempo e eu não havia percebido, pensei que estivesse pronta para ser sociável, mas não estou. Ainda sou cheia de defeitos, tão cheia que não os suporto, eu não me suporto, entende?
Estou cheia de medos, de ser tão insuportável, infatil, chata, histérica como julguei os outros serem, estou com medo da solidão, ah, de novo, o medo da solidão!
Eu noto que todas as pessoas que se aproximam de mim eu afasto, querendo ou não, afasto, sempre dou um jeito de as coisas mudarem, sempre dou um jeito de dar errado. Estou com medo de mim, estou cansada de mim, cansada de me culpar pelos meus erros,e cansada de me cansar de mim, cansada de sempre sentir isso.
Cansada de mentir para mim mesma, e de tentar mentir para os outros, e parecer tão superfícial, será quando que vou desistir desse surrealismo que tento pregar em minha vida? Estou cansada das anáforas dos meus textos, de sempre repetir repetir e repetir.
É tão díficil lutar contra mim mesma sozinha, é tão dificil ter medo de ser sozinha.
Sabe o que é ter todas as memórias manchadas por um erro seu?
Sabe o que é não lembrar de uma vez que fez tudo certo? Que foi realmente verdadeira?
É, essa não sou eu, não é, eu estou agindo de modo tão infantil, estou cansada de me sentir assim, tão fora, do meu, do seu mundo.

sábado, 25 de junho de 2011

- Abortei o sentimento, só isso, que há mais a dizer? Abortei, esqueci, resolvi parar de esperar, resolvi me livrar do que só me levava para baixo, resolvi viver.
Convenhamos, que mesmo que fosse recíproca, não teria futuro, no fim acabaria muito pior.
Ouvir as musicas que te lembram, sentir seu cheiro do nada, saudade de sua voz, isso aos poucos acaba, vai passando, e não há ciúmes e/ou orgulho que me farão desistir, preciso pensar em mim.
Preciso largar meu romantismo, notar que não sou tão cheia de defeitos, posso ter muitas qualidades, posso ser idependente, posso ser tudo que sempre quis: ser eu.
Abortei o sentimento, só isso, e dei a luz a outros, ao amor proprio, a mim.
Esqueci de quem não me merecia, abri o caminho para outros.
Eu só quero me divertir.