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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Alguém que nunca mais pensei.


- Eu lembro de todos nossos momentos juntas, de todas nossas brincadeiras, das várias noites que dormi em sua casa, eu lembro do seu jeito de ser e até rio sozinha quando vejo que muitas vezes meus gestos são como os teus, eu lembro de como você era minha amiga, minha melhor amiga. Eu lembro de quando você disse que era pra sempre.
Mas as coisas mudaram, não é? A distancia mostrou que muita coisa não é como antes, ambas mudamos, mas você... se tornou outra pessoa. Seu jeito, a maneira como você fala agora, seus hábitos e a maneira como julga as pessoas, tão fútil. Nós riamos de pessoas assim, lembra? E agora você é como elas, você durante muito tempo esfregava na minha cara que eu era indigna de você - e eu, tola, concordava- que você sempre foi muito mais inteligente e que era injustiçada por seus problemas, e eu sempre achei que você era tão azarada, mas todo mundo tem problemas, o que faz o tamanho deles é da maneira os encara, e você, simplismente se faz de vítima.
Seu último veredito sobre mim, foi sob um ponto de vista tão tolo, tão bobo, que me fez pensar o que fazia ainda eu me prender em você, e percebi que durante esse tempo todo, a saudade que eu sentia era de uma pessoa que não existe mais. Tudo que resta entre nós nada mais é que respeito e só, não posso mentir dizendo que confio em você e em suas opiniões, nossos caminhos são diferentes e a maneira que nos lidamos com eles é mais ainda, eu estou me preparando para o futuro e tendo que fazer opções difíceis, enquanto você ainda está reclamando dos caquinhos perdidos no passado só para não ter que ser responsável.
E você sente o mesmo que eu, que tem algo de errado, mas agora só o tempo pode dizer quem está errada nessa história cheia de falhas e manchas, mas apesar de tudo, de toda a mágoa e choro, não acabou. Ainda que não seja como antes, eu ainda estarei aqui para tudo, pra dividir os momentos ruins mesmo que os "bons" sejam cheios de desavenças entre nós duas, porque querendo ou não os laços que fizemos foram para sempre, mesmo que eu não possa mais chamar você de "amiga".

sábado, 19 de novembro de 2011

Chuva de ilusões



-Está chovendo.
Não sei dizer ao certo o porque, mas a chuva sempre me faz pensar que estou mais perto dele. Não que eu acredite que tem alguma diferença entre dias de chuva ou de sol quando se refere a seus sentimentos, mas talvez porque o cheiro desses dias e o som das gotas batendo no vidro sempre me faz lembrar algum lugar que eu deva ter o encontrado, mesmo que eu não lembre.
Me sinto distante nesses dias e a minha vontade de correr para qualquer lugar vai crescendo cada vez mais no peito, a vontade de sumir e só voltar no outro dia é enorme, e é um saco não ser o tipo de pessoa impulsiva, eu fico medindo as consequências e acabo tendo a conclusão lógica de que isso me traria maior mal do que bem, principalmente porque por mais esquinas que eu vire, em nenhuma dessas ruas imundas pela lama eu o encontraria me esperando.
Nunca me contestei se eu simplismente não o encontraria porque ele não é real, eu sempre achei desculpas e situações por essa espera tão longa, mas nunca realmente pensei "mas será que existe?" até porque se eu pensar, posso descobrir que só fiquei louca e que todo o objetivo de minha vida não era nada além de uma invenção boba de alguém que não quer encarar a realidade. Então prefiro não pensar, apenar ignorar essa perguntinha que vai crescendo e ir criando outras desculpas bobas, ir criando outras situações possiveis mas nenhuma realmente concreta, não posso dizer que vou desistir, porque eu me prometi esperar até o fim, e mesmo que as vezes parecesse mais racional parar, é irrecusável a vontade de continuar a sair pelas ruas molhadas a espença de em alguma delas eu reencontrar os olhos que tanto esperei ver de novo.