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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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- o vento forte, o céu estava nublado, quase escurecendo, o canto dos bem-te-vis, o cheiro da grama recém cortada, tudo tão familiar, e também tão distante, como se estivesse sempre ali, esperando-me, como se quando eu corria por aquelas ruas brincando no gramado fosse a décadas.
mas, aquele sentimento, era incomum.
tinha premonições de que algo ruim ocorreria, mas não, dessa vez não, o vazio estava lá, mas com ele vinha uma sensação de que logo acabaria, quase como um sussurro em seu ouvido, falando para estar lá, para acreditar naquilo. Sorria sem saber porquê, ria de qualquer coisa e se sentiu como si mesma como nunca, sentia que logo veria aquele sorriso malicioso de novo, começou a observar as crianças a brincar, não era mais como uma, não era mais época de acreditar em ilusões.
Mas mesmo assim, o inexistente a dominava, ocorrendo ou não, ou era assim ou não se importava em viver só.
Não era comum, não quer algo comum, não quero ser como elas.
Elas podem me chamar de qualquer coisa, não me importo com suas opiniões fúteis, me chamam de coisas que nem sabem o que é, apenas por não admitirem a diferença, as escolhas estranhas.
não me importo em sofrer, não por isso, não me importo em sangrar.
mas então, o sorriso morreu
abraçou as pernas no banco frio, o céu já escurecera, tinha que ir para casa.
casa?
queria chorar
mas aprendera a viver sem lágrimas
aquele tipo de sensação, era, inexplicável.
seria justo, viver assim?

sábado, 27 de novembro de 2010

Silêncio


- minutos foram muito mais que suficiente,
é incrível como as pessoas
tem caminhos entrelaçados de uma forma que
não poderia ter sido de outra maneira.
e o antipático desconhecido
resumiu-se a sorrisos, histórias, amizade.
e, mentiras aceitáveis
a distância era algo tão insignificante
de repente, ficou tudo mudo
errei esse tempo todo, confesso
mas o silêncio é pior do que qualquer ignorância.
o silêncio dá esperanças, e ilude
machuca, saudade aperta
não era para ter sido assim
há vários motivos que se estendem além da minha compreensão
e parece que a cada minuto a campainha tocará
a porta aberta revela o sorriso,
e tudo para mim será como antes
como se nunca tivesse ocorrido separação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

insuficiência



- não esperem nada vindo de mim hoje, não hoje, há um certo bloqueio aqui, posto e deleto, escrevo e apago, nada é bom o suficiente, nada transmitirá o que sinto, porque sempreo tento o transmitir e tudo em vão, ninguém sentirá o que sinto, e nem quero, eu só queria rever antigas amizades, visitar algum outro lugar, reviver certo par de olhos azuis, mesmo que imagináveis. E no final, mesmo assim, em sinto insatisfeita, ah, sempre essa insatisfação humana que me cerca, nada parece bom o suficiente, nada.

sábado, 20 de novembro de 2010

Happy



- Minha garagem está cheia de restos de balões, há papéis de presente na minha mesa, meu cabelo cheira a bolo, doces em cima da geladeira, e meu coração ainda bate forte, parece que não aconteceu, mas é isso que eu chamo de felicidade, é você ter amigos, e saber que não está sozinha, só isso.

domingo, 14 de novembro de 2010

merecimento

- pisava fortemente nas poças de água, o cheiro de chuva ainda estava no ar,
não ligava para o tênis sujo de lama, não ligava para a dor que começava a sentir nas pernas
tinha que voltar, sabia que tinha, o encontro era inevitável
tinha que ser forte, encarar os problemas, não fugir dele
mas era o que mais nescessitava
fugir
como sempre, fugir
e na esperança de encontrar mais alguém, continuava a procurá-lo
apesar de no fundo saber, que, nada encontraria
a não ser, o olhar com despreso
a culpa, consiência pesada
lembrar o quão egoísta é
merecia isso, esse castigo
esse carma, de nunca se sair benefíciada
se isso ocorria, era culpa sua, apenas sua.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Marotas

- Me desculpe, eu realmente não sei como esse desastre ocorreu, de repente eu vi aquelas três meninas, uma que eu já conhecia e que tinha jeito de escandalosa, outra com cara de quem planeja algo maldoso e outra certinha e tímida, estudiosa.
E foi assim, do nada, de repente, a gente se simpatiza, conversa, e, acontece isso!
Elas são além de Julia, Dórica e Nicole
Elas são minha estrela, raio e sol
Minhas Pontas, Almofadinhas e Aluada
Minhas, amigas
Mas não são um tipo de amiga comum, são do tipo especial, que não encontra sempre, que faz você atura-las nas aulas e ainda querer atura-las nos finais de semanas, vendo filmes, gritando quando o Harry dá uma de fodão ou quando aparecem uma de nós
do tipo que você encontra na rua e grita o nome, sem ligar pra alguém, do tipo que me faz morrer de vergonha, que eu escuto horas falando do mesmo assunto e que me escutam também, e se ainda não fosse o bastante, ficamos trocando bilhetinhos nas aulas, do tipo que me fazem rir com coisas bestas como o cachorro que caiu na farinha ou "lordiguxo das trevas du mau" ,do tipo que fica fazendo escândalo no banheiro feminino do colégio, são com elas que fazemos frases com os mesmos assuntos nas avaliações de redação ( lobisomens calmos, cachorras pulguentas, ratas esquisitas e viadinhas saltitantes!) que me perseguem até em sonho, do tipo que me faz pedir desculpa a minha existência e me recolher a minha insignificancia, do tipo que fica xingando a inimiga uma da outra, que, de uma forma ou de outras, tinhamos que ser assim, porque, se eu vivesse esse tempo todo para não conhecer vocês, nem sei se tudo valeria a pena, porque, vocês são vocês, minhas chatas insuportáveis, que aturam essa chata e insuportável que escreve essa declaração de amor, nossa, que gay ficou isso, eu amo vocês, que fique claro, mas é A-M-I-Z-A-D-E, a viadinha aqui é Julia [x]
E aqui está, o malfeito já ta feito, vocês já me levaram para esse mal caminho, já me mostraram o que é ter uma amizade de verdade de novo, já me fizeram amar vocês, essa gente que não presta, que não me faz parar de rir, que me fizeram virar o pe lanza, a mallu magalhães, a lua, o rabicho, uma rata, e até um poddle! Que são simplesmente, minhas marotas.
Amo vocês para sempre, e vocês sabem, podem contar comigo SEMPRE, e quero que vocês tenham juízo, principalmente nesses longos 3 meses de distância, QUE EU VOU MORRER DE SAUDADE (L), e também agradeço por vocês me aturarem e peço que coloquem um pouco de juízo nessa minha cabeça oca, de ratazana.

JURO SOLENEMENTE QUE NÃO PRETENDO FAZER NADA DE BOM.
(L)

sábado, 9 de outubro de 2010

rabiscos

- e pegou o já amassado pedaço de papel, o desdobrou, e lia procurando refugio entre as palavras ali rabiscadas, procurava um novo detalhe, um novo sentido, algo que lhe ajudasse, que lhe fizesse compreender... a indecisão e confusão invadiram sua mente, algo havia mudado, mas nao sabia o que, não queria deixar o orgulho de lado, nao queria magoar, se magoar...
não, não, isso nao poderia ocorrer, poderia? nao poderia sentir isso
saberia ele que sua carta teria causado tanta confusão na minha pobre cabeça?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

wonderwall

- o meu oposto, a calma, a força, enquanto ela é a brisa, sou o furacão, e toda vez que explodo, é ela que me acalma, que me faz parecer que nada de ruim pode ocorrer, que me escuta, e eu a escuto também, é com ela que viajarei sozinha junta, menina, admiro tua força e tua capacidade de sorrir mesmo com tudo errado, você sabe que te amo, e que pode contar sempre comigo, sua velha, meu pincher, minha estrela, vulgo, Julia B. W.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Idade

porque de repente, o sentimento me acertou em uma pancada forte, do desconhecido se tornou amigo, tão rapido... não importa o tempo que eu te conheço, e sim o meu amor por ti, e pode crer que é bastante.
Nicole, MEU SOL (L)
feliz aniversario sua velha *-*

sábado, 21 de agosto de 2010

Neblina


- Há dias que o céu está tão nublado, que começo a duvidar da existência do sol
Mas, indiferente disso, ele continua a brilhar por trás das nuvens

Vazio

- Eu não entendo o que está havendo comigo ultimamente, mesmo estando sem algumas coisas que considero necessárias, como minha irmã, eu posso dizer que estou feliz, mas o que me agonia é que, mesmo estando assim, é como se eu sentisse um vazio dentro de mim, como se faltasse a parte essencial do quebra-cabeça.
E esse vazio me sufoca, me deixa sem respirar, faz minha cabeça pensar um milhão de coisas ao mesmo tempo e também não pensar em nada, e eu tento fugir dessa realidade vazia indo para um mundo inexistente, mas tudo que imagino me parece tão insuficiente para me completar, e eu começo a sentir medo e caio de volta na realidade. E agora sinto uma ansiedade, como se tudo que eu precisasse nunca estivesse tão próximo mas também tão distante. E é tão confuso escrever sobre isso, e pela primeira vez dês que comecei a escrever sei como terminar um texto, mas tive dificuldades para começa-lo e desenvolve-lo
A verdade é que, da mesma forma que fico feliz pensando que isso possa acabar hoje, fico triste pensando se isso realmente será bom ou o suficiente, mas o que mais me assombra mesmo, é pensar que nada possa ocorrer hoje, que eu acabe o dia nessa agonia e ansiedade, e que amanhã eu acorde da mesma forma que acordei hoje.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Palavras



- quando eu nao tinha um lugar para escrever, as palavras ecoavam pela minha cabeça, me atormentando dia e noite, e agora, voam distantes com medo de serem lidas.