- Apaga, escreve, apaga escreve. Escrever sobre quem já jurei desistir seria pura hipocrisia, escrever sobre quem amo, nada mais é do que a cada "eu te amo" dito sejam menos valorizados e escrever sempre sobre mim é tão cheio de anáforas que no fundo acabo desistindo, e volto ao apaga, escreve, apaga escreve. E sim, eu sei que se escreve antes de apagar, mas achei que assim seria mais sonoro, como fã de um bom simbolismo.
Me limito sempre ao mesmo papo e me cansa escrever da mesma coisa, dos mesmos setimentos que todo dia vão tomando formas diferentes, e creio que todas as minhas atenções na escrita vão para capitulos incompletos de narrativas que deveriam estar aqui, mas não estão. Eu queria mostrar meus sentimentos, mas noto o quão pouco os sinto de modo que poucos posso falar, e acaba sempre no mesmo ciclo que repetimentos.
E por tão poucos sentimentos, que acabam se revezando dia após dias, acaba que há epocas que não sinto nada, que não quero nada, como hoje. Eu quero virar biologa, mas porque? Quero voltar para casa, mas para quê? Quero ficar com fulano, e dai? E tudo acaba sem finalidade, porque nada parece suficiente para eu realmente deseja-lo, tudo parece tão fútil diante do mundo, os humanos parecem tão futeis diante da natureza.
E de que adianta falar sobre minhas teorias malucas sobre a inferioridade da especie humana ou da insesatez do amor? Se no fim, as pessoas irão parar no fim e dizer "Deixa de imaginar, mariana" mas quando articulo com elas, nada tem contra minha tese, além disso: Sou maluca.
Maluca por analisar demais as coisas, por acreditar e desconfiar muito nelas, maluca por começar com um assunto e terminar com outro, e encher-me de antiteses, sim, sou maluca por rir sempre que levo cortadas e xingamentos, porque simplismente nao me magoo fácil, maluca por pensar nas coisas minímas e muitas vezes falar as infantilidades que me vêm a cabeça, maluca por ser ultrarromantica e ao mesmo tempo detestar o amor, maluca por querer ser diferente, maluca por agradar muito os outros e ao querer aproxima-los só os afastos, maluca por essas inumeras figuras de linguagens, anáforas, anacolutos, hiperbatos e antiteses, que estão tão presentes quando escrevo quanto as própias letras. Tão pura Simbolista, romancista e Dadaísta que sou. Escrevendo essas meras linhas por pura vontade de escrever, sendo qualquer coisa, desde que me alivie.
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